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Pokémon do Guga Chacra – A lagarta é da espécie Papilio glaucus – Ver fotos

Lagarta exclusiva dos Estados Unidos foi flagrada por Guga Chacra e classificada como Pokémon em postagem no Twitter — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Quantos animais são necessários para “derrubar a internet”? Na última semana, uma lagarta com menos de 5 centímetros e pouquíssimos gramas viralizou a partir de uma publicação no Twitter do jornalista Guga Chacra, comentarista da Globonews e colunista do jornal “O Globo”. A postagem levou o mundo nerd ao delírio.

A poderosa lagarta é provavelmente uma Papilio glaucus, um animal exclusivo dos Estados Unidos que, apesar da aparência de cobra, é totalmente inofensivo. Porém, a identificação precisa da espécie só é possível ao analisá-la em uma lupa ou já adulto. A semelhança com uma serpente não foi a causa do post viral. A partir do questionamento do jornalista sobre que “bicho estranho” seria aquele, as respostas foram certeiras: um Caterpie, uma das criaturas do jogo Pokémon.

Parentes da “lagarta Pokémon” encontrada por Guga Chacra podem ser vistas no Brasil e seguem o mesmo padrão corporal, mas em cores diferentes — Foto: Jhonatan Santos/Acervo Pessoal

Estudantes de biologia que administram páginas de divulgação científica no Twitter foram os responsáveis por desvendar a real identidade do indivíduo flagrado. Um deles foi Mateus Sanches, da Universidade de Brasília, que explicou uma particularidade interessante.

“A primeira impressão é que realmente os olhos e a cabeça da lagarta adquiriram uma forma de serpente. Porém, se olharmos atentamente, podemos ver que a cabeça da lagarta fica logo mais à frente, bem escondida. A realidade é que o tórax dela é grande e possui desenhos que lembram a forma da cobra. Quando ameaçadas, elas elevam esse tórax fingindo que realmente é a cabeça”, conta.

O estudante de biologia do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), Alexandre Michelotto, também interagiu na publicação e ressalta que no vídeo gravado pelo jornalista é possível ver essa distinção. “Elas possuem olhos, mas não esses dois bem grandes e coloridos. Os olhos dessa lagarta são as estruturas bem pequenas e escuras que conseguimos ver na lateral inferior da cabeça. Eles totalizam 12, seis de cada lado”, explica.

O mimetismo, estratégia que faz o animal parecer com cobras, induz os predadores a evitarem o inseto por medo de lidarem com um animal peçonhento. “Esta lagarta é totalmente inofensiva, desprovida de veneno, ferrão ou pelos que queimem. Isso seria um prato cheio para aves, répteis e outros predadores”, comenta Mateus Sanches.

Ainda segundo ele, no iNaturalist, uma rede social para postagem de registros de natureza do mundo todo, somam-se mais de cinco mil flagrantes dessa espécie. O inseto, devorador de diferentes tipos de folhas, não é um animal incomum de ser visto em parques e jardins, justamente pelo hábito voraz. Mas, ainda mais trivial do que encontrá-lo, é se deparar com a borboleta que ele se torna na fase adulta: a rabo de andorinha tigre oriental (ou eastern tiger swallowtail, na língua original).

Borboleta-caixão-de-defunto é uma espécie brasileira da mesma família da lagarta encontrada por Guga Chacra e pode exemplificar a transformação vivida pelo animal — Foto: Rudimar Narciso Cipriani/Acervo Pessoal

Temos que pegar! (as referências)

Encontrar um “animal Pokémon” não foi um privilégio de Guga Chacra. O próprio estudante Alexandre Michelotto já havia explicado aos seguidores de sua página de divulgação científica sobre a semelhança de certas espécies com personagens dessa série, com base em um artigo sobre o tema.

“Os insetos, principalmente, são o grupo mais diverso de todos os seres vivos e compõem mais de 75% das espécies existentes. O criador da franquia Pokémon, Satoshi Tajiri, era fascinado por capturar insetos quando criança e essa talvez tenha sido a inspiração para transmitir a emoção na captura de um Pokémon, com sua obra”, exemplifica o futuro biólogo.

Aos estudantes, “brincar” com conceitos do imaginário popular pode tornar a ciência mais acessível. “A maioria das pessoas pensa que odeia insetos, que todos são nojentos e perigosos, mas a realidade é que não conhecemos nem 1% dos insetos que habitam nosso planeta. Acho muito bacana quando pessoas com influência publicam esses animais e abrem um espaço para a divulgação científica”, define Mateus Sanches.

Mais detalhes da Papilio glaucus na wikipedia

Grupo de gorilas mais raros do mundo é fotografado pela primeira vez – Os Gorillas gorilla diehli foram vistos nas montanhas Mbe, Nigéria

Raro grupo de gorilas é fotografado no sudeste da Nigéria (Foto: WCS – Communications)

A Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS, na sigla em inglês) divulgou as primeiras imagens feitas de um grupo de gorilas-do-rio-cross (Gorilla gorilla diehli) com seus filhotes nas montanhas Mbe, sudeste da Nigéria. Esta espécie de primata é uma das mais ameaçadas de extinção: estima-se que apenas 300 indivíduos vivam na área fronteiriça entre Nigéria e Camarões.

Geralmente, os biólogos encontram bandos destes gorilas através da detecção de ninhos, esterco e até trilhas de alimentação dos animais. Desta vez, entretanto, o grupo foi descoberto graças a uma armadilha fotográfica presente nas montanhas nigerianas.

“É extremamente emocionante ver tantos jovens gorilas-do-rio-cross, pois é um sinal encorajador de que esses gorilas agora estão bem protegidos e se reproduzem com sucesso após décadas anteriores de caça”, afirmou Inaoyom Imong, diretor do WCS na Nigéria, em comunicado. “Embora os caçadores na região não possam mais atacar os gorilas, a ameaça da caça permanece e precisamos continuar melhorando a eficácia de nossos esforços de proteção.”

Na última década, os gorilas da espécie foram vistos poucas vezes — e mais raro ainda foi o registro de filhotes e “adolescentes” da espécie, o que torna as novas fotos ainda mais especiais para os pesquisadores. Segundo eles, a presença de gorilas mais jovens sugere que as iniciativas de conservação da espécie estão dando certo, pois os animais estão se reproduzindo.

“Ver isso hoje reacende minha esperança de que nossas comunidades se beneficiarão do ecoturismo no futuro. Vamos fortalecer ainda mais nossas leis locais para proteger os gorilas-do-rio-cross nas montanhas Mbe”, afirmou Otu Bernard Eban, chefe do clã do Abo Clan, que mora naquela região da Nigéria. “Desejamos aproveitar esta oportunidade para pedir apoio aos nossos parceiros para encontrarmos alternativas econômicas sustentáveis ​​à caça da carne de animais silvestres e outras atividades que destroem nossa floresta.”

Foto do lagarto Harpesaurus modiglianii com “chifre” – Espécie rara da Indonésia tem cor verde-limão

A principal característica no animal é ter o nariz pontudo, semelhante a um chifre (Foto: Reprodução/ TheJournalofAsianBiodiversity)

O lagarto Harpesaurus modiglianii foi descoberto pela primeira vez há quase 130 anos, na Indonésia, pelo explorador italiano Elio Modigliani. O réptil surpreendeu o pesquisador com sua aparência diferente: ele tinha um “chifre” na ponta do nariz.

Após esse registro, o animal nunca mais foi visto novamente — até 2018, quando quando o biólogo indonésio Chairunas Adha Putra se deparou com a espécie enquanto pesquisava aves no norte de Sumatra, uma ilha na Indonésia. A descoberta foi publicada na edição de maio de 2020 na revista científica The Journal of Asian Biodiversity.

Putra se deparou com o lagarto morto e chamou o herpetologista Thasun Amarasinghe para ajudá-lo a entender o que havia acabado de encontrar. Assim, ao comparar o relato do pesquisador com os dados descritos por Modigliani, Amarasinghe percebeu que tratava-se da mesma espécie.

Assim, Amarasinghe pediu a Putra que voltasse ao local para ver se havia uma população viva. Depois de cinco dias, o biólogo encontrou o que procurava em uma noite, “deitado em um galho baixo, provavelmente dormindo”, disse Putra ao portal Science News. Ele tirou fotos e mediu o tamanho e a forma de suas partes do corpo, como o comprimento do chifre do nariz e da cabeça. O pesquisador também observou o comportamento do animal antes de finalmente liberá-lo na mesma noite.

O lagarto A, coletado por Elio Modigliani em 1891, em comparação com o lagarto B, coletado por Chairunas Adha Putra em 2018 (Foto: Reprodução/ TheJournalofAsianBiodiversity)

Além da extremidade pontuda, outros elementos caracterizam a espécie, como a cor verde-limão vibrante, projeções espinhosas ao longo de sua espinha dorsal e a camuflagem em superfícies distintas.

Embora emocionados com a descoberta, Amarasinghe e Putra estão preocupados com o futuro do lagarto. “Ele foi encontrado fora de uma área de conservação e um desmatamento em massa está acontecendo nas proximidades”, afirmou Amarasinghe.

Bug no Android – Foto que está quebrando vários celulares da Samsung e do Google pelo mundo

ATENÇÃO!!!
Nunca defina esta imagem como papel de parede, especialmente para usuários de celulares Samsung!
Isso causará uma falha no seu telefone!
Não tente!
Se alguém lhe enviar esta foto, ignore-a.

Dezenas de usuários de smartphones com o sistema operacional Android estão relatando nas redes sociais que o uso de uma fotografia como papel de parede está provocando um bug em seus aparelhos.

A fotografia é de um lago com nuvens, pôr do sol ao fundo e árvores no primeiro plano.

Entre as marcas de aparelhos afetados estão Samsung e Google.

O bug faz com que as telas dos celulares liguem e desliguem de forma contínua. Em alguns casos, é preciso que o celular seja devolvido ao fabricante para que o problema seja consertado.

A BBC não recomenda que usuários testem seus aparelhos com a foto.

A Samsung disse que vai lançar um upgrade novo do seu aparelho no dia 11 de junho para lidar com o problema. A BBC contatou o Google, mas não recebeu nenhuma resposta ainda.

Um tweet com o problema foi retuitado e recebeu dezenas de likes. Várias pessoas comentaram ali que tiveram o mesmo problema.

“Alerta: nunca coloque esta foto como papel de parede, especialmente usuários de smartphones Samsung! Ele vai fazer seu telefone parar de funcionar! Não tente! Se alguém lhe enviar essa foto, por favor ignore”, postou o usuário @universeice, com a foto do lago.

O jornalista de tecnologia Bogdan Petrovan, do site Android Authority, disse que o bug não afetou seu aparelho Huawei 20 Pro, mas disse que fez seu Google Pixel 2 parar de funcionar.

“Depois de colocar a imagem em questão como papel de parede, o telefone parou de funcionar imediatamente. Ele tentou reiniciar, mas a tela ficava ligando e desligando constantemente, sendo impossível passar da tela de segurança”, disse ele.

Nem mesmo uma tentativa de reiniciar o aparelho em modo de segurança foi suficiente pra resolver o problema.

Sem motivo aparente

O problema parece estar afetando aparelhos que usam a versão 10, que é a mais recente do sistema operacional Android. A versão 11 estava para ser lançada esta semana, mas o lançamento foi cancelado devido a onda de protestos nos Estados Unidos.

Nenhum motivo oficial para a causa do bug foi divulgado pelos programadores do Android.

Dois especialistas da empresa de segurança Pen Test analisaram o bug a pedido da BBC.

“Na medida em que as fotos digitais foram melhorando de qualidade, os telefones passaram a checar o ‘espaço de cores’ de cada imagem para poder exibi-la adequadamente”, disseram os especialistas Ken Munro e Dave Lodge.

“É assim que um telefone descobre como deve exibir cada tom de verde, por exemplo. Há diferentes formas de definir o espaço de cores. É possível criar imagens que possuem informações de cores superiores à capacidade de alguns aparelhos de lidar com essa informação.”

“O que aconteceu aqui é que a forma como alguns telefones estão lidando com esses casos está errada. O telefone para de funcionar porque ele não sabe lidar com isso de forma correta, e os desenvolvedores do software provavelmente não imaginaram que isso fosse acontecer.”

Arraia Rosa – Única no mundo é vista na Austrália

O fotógrafo Kristian Laine ficou boquiaberto ao mergulhar na região da Grande Barreira de Corais na Austrália. Não era para menos. Ele se deparou com o que é chamado de “única arraia manta rosa do mundo“.

A arraia manta foi batizada como Inspetor Clouseau, do desenho da “Pantera Cor-de-Rosa”. Os registros do incrível animal feitos por Kristian viralizaram após ele postá-los no Instagram.

“No começo eu fiquei muito confuso. Quando examinei as minhas fotos na câmera logo após o encontro, eu estava achando estranho que uma das arraias parecesse rosa. Estava no meio de um grupo com sete outras arraias. Na verdade, eu pensei que meus estroboscópios (dispositivo óptico que permite estudar e registrar o movimento contínuo ou periódico de elevada velocidade de um corpo, com o objetivo de o fazer parecer estacionário) estavam fazendo a arraia parecer rosa”, comentou o fotógrafo.

Não estavam. A arraia rosa estava acompanhada de outros sete machos, que cortejavam uma fêmea.

Kristian pesquisou na internet e descobriu que a arraia manta rosa foi primeiramente avistada em 2015. Desde então, Inspetor Clouseau foi vista menos de dez vezes. O fotógrafo foi um felizardo.

Geralmente, as arraias manta da Grande Barreira são brancas, pretas ou uma combinação dos dois tipos. Acredita-se que a coloração rosa seja resultado de uma mutação genética.

DRAMA SUBAQUÁTICO – Polvo e seus tentáculos

O fotógrafo da Your Shot, Ian Nelson, estava mergulhando na costa de Maui quando viu uma enguia e começou a segui-la. “A enguia encontrou o que estava procurando e lançou sua cabeça em um buraco escuro e começou a atacar agressivamente”, lembra ele. “Tinta escura saiu e as pernas de polvo começam a sair do buraco. Lá veio um polvo se afastando da enguia bem em direção a minha lente, parando brevemente na minha frente antes de disparar de novo.”

Foto do dia – Pavilhão Dourado, templo zen budista em Kyoto, Japão

PAVILHÃO DOURADOO sol ilumina a folha de ouro que adorna o Kinkaku-ji, um templo zen budista em Kyoto, Japão. Enquanto o site remonta ao século 14, o atual pavilhão foi construído na década de 1950 após o original incendiado.

Imagens de Júpiter – Nasa divulga fotos do planeta feitas pela sonda espacial Juno

Registros foram feitos pela sonda espacial Juno, da agência espacial norte-americana

A cada 53 dias, a humanidade aprende mais sobre Júpiter. Isso só é possível por conta do trabalho da pequena sonda espacial Juno, desenvolvida pela NASA: durante esse período de tempo, o equipamento orbita o planeta gasoso e coleta dados, capturando fotos incríveis do maior planeta do Sistema Solar.

Os registros desse passeio chegam até nós em uma versão preto e branco, porém, graças aos cientistas da agência norte-americana, as imagens são reprocessadas e ganham cores.

Juno está em órbita ao redor de Júpiter desde 5 de julho de 2016. A sonda espacial possibilitou que o planeta fosse visto pela primeira vez abaixo da cobertura densa de nuvens que o reveste.

Inicialmente, a Juno teria um percurso orbital mais curto, porém, devido a um erro em uma de suas válvulas, a sonda teve que ser posta em uma órbita maior, de 53 dias, para evitar que a radiação do planeta a destruísse. Além de registrar fotos, a missão de Juno – que deve durar até 2021 – é estudar a gravidade, o campo magnético e outras características do planeta.

No início de fevereiro de 2017, outras fotos do planeta foram divulgadas. Agora, novos registros estão aí para quem quiser conhecer mais sobre Júpiter:

 

Foto do dia – Cidade de Ho Chi Minh, no Vietnã

De cima, este bairro da Cidade de Ho Chi Minh, no Vietnã, parece animado e pacífico. Mas no chão, é uma história diferente, diz o our Shot, Tan Diep Bao. A área, chamada Black Water Hamlet, foi originalmente habitada por trabalhadores imigrantes que construíram casas de palafitas nos canais. “Agora tornou-se uma favela com um ambiente extremamente ruim”, diz Tan Diep Bao. “Estes canais estão cada vez mais poluídos com resíduos”.

Aranha-pavão – Cientistas descobrem novas espécies da deslumbrante “aranha-pavão”

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Sete novas espécies de aranha-pavão foram descobertas na Austrália.

Conhecidas por suas cores brilhantes e hábitos marcantes de acasalamento, as pequenas aranhas são mais fofas que assustadoras.
O cientista Jürgen Otto descobriu as criaturas com a ajuda do especialista em aranhas David Knowles.

Ele escreveu um artigo em parceria com David Hill, editor da publicação especializada em aranhas Peckhamia.