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Sol: Imagens são as mais próximas que tiraram do astro

Novas imagens do Sol captadas a apenas 77 milhões de quilômetros da superfície são as mais próximas que já se fez do astro.

Novas imagens do Sol captadas a apenas 77 milhões de quilômetros da superfície são as mais próximas que já se fez do astro.

Elas foram feitas pela sonda Solar Orbiter (SolO), lançada neste ano pela Agência Espacial Europeia.

Entre as novas descobertas da imagem estão pequenas explosões apelidadas de “fogueiras de acampamento”.

Elas têm um milionésimo de tamanho das grandes explosões do Sol que se observa rotineiramente com telescópios na Terra.

Não está claro se essas versões em miniatura são geradas pelos mesmos mecanismos das grandes erupções, diz David Long, um dos principais pesquisadores do gerador de imagens da SolO, a Extreme Ultraviolet Imager (EUI).

A seta indica locais que parecem ‘fogueiras de acampamento’; o círculo no canto esquerdo dá noção da escala da imagem, ele representa o tamanho do planeta Terra.

“Espalhadas ao longo da superfície, essas pequenas erupções podem desempenhar um papel importante em um fenômeno misterioso conhecido como aquecimento coronal, em que a camada exterior do Sol, ou corona, fica de 200 a 500 vezes mais quente do que as camadas abaixo dela”, diz Long.

“Estamos ansiosos para investigar isso mais profundamente na medida em que a Solar Orbiter se aproxima do Sol e nossa estrela fica mais ativa.”

O instrumento Metis bloqueia a imagem da superfície do Sol, permitindo que uma atmosfera mais apagada do Sol seja vista. Frequências diferentes exibem características diferentes da superfície.

A sonda da Agência Espacial Europeia foi lançada do Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, em fevereiro. Sua missão é revelar alguns dos segredos do comportamento dinâmico do Sol.

Interferências em comunicações

As emissões do Sol têm impactos profundos na Terra que vão muito além de apenas gerar calor e luz.

Muitas vezes elas causam problemas; explosões de partículas carregadas com seus campos magnéticos podem embaralhar sinais de satélites e prejudicar comunicações via rádio.

A SolO pode ajudar os cientistas a entender e prever melhor essas interferências.

“A situação recente com o coronavírus provou o quão importante é nos mantermos conectados, e satélites são parte dessa conectividade”, diz Caroline Harper, chefe de ciência espacial da Agência Espacial do Reino Unido.

“Então é muito importante que aprendamos mais sobre o Sol para que possamos fazer uma previsão de seu tempo, de seu clima espacial, da mesma forma como aprendemos a fazer com a Terra.”

Os instrumentos da sonda Solar Orbiter podem ajudar a entendermos o comportamento dinâmico do Sol

A Solar Orbiter está dando uma série de voltas ao redor do Sol, e ela vai se aproximando a cada volta, até chegar a uma distância de menos de 43 milhões de quilômetros.

Isso vai colocar a Sol dentro da órbita de Mercúrio.

As fotos apresentadas nesta quinta-feira são registros da passagem mais recente, em um ponto conhecido como periélio (ponto mais próximo de um corpo do Sol). Isso aconteceu em meados de junho, dentro da órbita de Vênus.

Como parâmetro de comparação, a Terra orbita a 149 milhões de quilômetros do Sol, em média.

Em um determinado comprimento de onda de luz conhecido como Lyman-alpha, a EUI detecta hidrogênio na atmosfera inferior do Sol. Temperaturas nesta região variam de 10 mil a 100 mil graus

Para que fique claro: as novas imagens são os registros mais de perto feitas do Sol, mas não são os de melhor resolução. O maior telescópio solar da Terra sempre conseguirá resultados melhores que a SolO neste quesito.

Mas a abordagem ampla da sonda, usando uma combinação de seis instrumentos remotos de captação e quatro instrumentos “in-situ”, a colocam em um patamar diferente.

O conselheiro sênior para Ciência e Exploração da agência europeia, Mark McCaughrean, disse à BBC: “A Solar Orbiter não está se aproximando do Sol apenas para obter imagens de alta resolução: ela está se aproximando para entrar em uma parte diferente e menos turbulenta do vento solar, estudando partículas e campos magnéticos in situ nesta distância mais próxima, enquanto simultaneamente capta dados remotos na superfície do Sol e imediatamente ao redor dele, com contexto. Nenhuma outra missão ou telescópio consegue fazer isso.”

Bug no Android – Foto que está quebrando vários celulares da Samsung e do Google pelo mundo

ATENÇÃO!!!
Nunca defina esta imagem como papel de parede, especialmente para usuários de celulares Samsung!
Isso causará uma falha no seu telefone!
Não tente!
Se alguém lhe enviar esta foto, ignore-a.

Dezenas de usuários de smartphones com o sistema operacional Android estão relatando nas redes sociais que o uso de uma fotografia como papel de parede está provocando um bug em seus aparelhos.

A fotografia é de um lago com nuvens, pôr do sol ao fundo e árvores no primeiro plano.

Entre as marcas de aparelhos afetados estão Samsung e Google.

O bug faz com que as telas dos celulares liguem e desliguem de forma contínua. Em alguns casos, é preciso que o celular seja devolvido ao fabricante para que o problema seja consertado.

A BBC não recomenda que usuários testem seus aparelhos com a foto.

A Samsung disse que vai lançar um upgrade novo do seu aparelho no dia 11 de junho para lidar com o problema. A BBC contatou o Google, mas não recebeu nenhuma resposta ainda.

Um tweet com o problema foi retuitado e recebeu dezenas de likes. Várias pessoas comentaram ali que tiveram o mesmo problema.

“Alerta: nunca coloque esta foto como papel de parede, especialmente usuários de smartphones Samsung! Ele vai fazer seu telefone parar de funcionar! Não tente! Se alguém lhe enviar essa foto, por favor ignore”, postou o usuário @universeice, com a foto do lago.

O jornalista de tecnologia Bogdan Petrovan, do site Android Authority, disse que o bug não afetou seu aparelho Huawei 20 Pro, mas disse que fez seu Google Pixel 2 parar de funcionar.

“Depois de colocar a imagem em questão como papel de parede, o telefone parou de funcionar imediatamente. Ele tentou reiniciar, mas a tela ficava ligando e desligando constantemente, sendo impossível passar da tela de segurança”, disse ele.

Nem mesmo uma tentativa de reiniciar o aparelho em modo de segurança foi suficiente pra resolver o problema.

Sem motivo aparente

O problema parece estar afetando aparelhos que usam a versão 10, que é a mais recente do sistema operacional Android. A versão 11 estava para ser lançada esta semana, mas o lançamento foi cancelado devido a onda de protestos nos Estados Unidos.

Nenhum motivo oficial para a causa do bug foi divulgado pelos programadores do Android.

Dois especialistas da empresa de segurança Pen Test analisaram o bug a pedido da BBC.

“Na medida em que as fotos digitais foram melhorando de qualidade, os telefones passaram a checar o ‘espaço de cores’ de cada imagem para poder exibi-la adequadamente”, disseram os especialistas Ken Munro e Dave Lodge.

“É assim que um telefone descobre como deve exibir cada tom de verde, por exemplo. Há diferentes formas de definir o espaço de cores. É possível criar imagens que possuem informações de cores superiores à capacidade de alguns aparelhos de lidar com essa informação.”

“O que aconteceu aqui é que a forma como alguns telefones estão lidando com esses casos está errada. O telefone para de funcionar porque ele não sabe lidar com isso de forma correta, e os desenvolvedores do software provavelmente não imaginaram que isso fosse acontecer.”

Imagens de Júpiter – Nasa divulga fotos do planeta feitas pela sonda espacial Juno

Registros foram feitos pela sonda espacial Juno, da agência espacial norte-americana

A cada 53 dias, a humanidade aprende mais sobre Júpiter. Isso só é possível por conta do trabalho da pequena sonda espacial Juno, desenvolvida pela NASA: durante esse período de tempo, o equipamento orbita o planeta gasoso e coleta dados, capturando fotos incríveis do maior planeta do Sistema Solar.

Os registros desse passeio chegam até nós em uma versão preto e branco, porém, graças aos cientistas da agência norte-americana, as imagens são reprocessadas e ganham cores.

Juno está em órbita ao redor de Júpiter desde 5 de julho de 2016. A sonda espacial possibilitou que o planeta fosse visto pela primeira vez abaixo da cobertura densa de nuvens que o reveste.

Inicialmente, a Juno teria um percurso orbital mais curto, porém, devido a um erro em uma de suas válvulas, a sonda teve que ser posta em uma órbita maior, de 53 dias, para evitar que a radiação do planeta a destruísse. Além de registrar fotos, a missão de Juno – que deve durar até 2021 – é estudar a gravidade, o campo magnético e outras características do planeta.

No início de fevereiro de 2017, outras fotos do planeta foram divulgadas. Agora, novos registros estão aí para quem quiser conhecer mais sobre Júpiter:

 

Eclipse solar 2017: confira as melhores imagens

Um eclipse solar total nesta segunda-feira acontece em grande parte dos Estados Unidos, com a Lua cobrindo completamente o Sol. No Brasil, o evento celeste é bem mais tímido e ocorre na forma de um eclipse parcial (quando a Lua não fica completamente na frente do Sol), no meio da tarde. A melhor visualização é nos estados do Norte e do Nordeste, onde até 40% da nossa estrela ficará oculta.

Segundo a agência espacial americana, o fenômeno poderia ser observado por 500 milhões de pessoas em sua forma total ou parcial — 391 delas nos Estados Unidos, 35 milhões no Canadá e 119 milhões no México, América Central e América do Sul.  Em algumas regiões americanas, o Sol ficou completamente encoberto por dois minutos e quarenta segundos.

Em solo brasileiro, as melhores capitais para admirar o fenômeno serão Boa Vista, em Roraima, onde o eclipse começa por volta das 15h, e Macapá, no Amapá, às 16h. O ápice do fenômeno ocorre cerca de uma hora depois. Confira se o eclipse é visível em sua cidade e em qual horário começa neste mapa interativo da Nasa.

Proteção

Os astrônomos avisam que o eclipse não deve ser observado ou fotografado sem proteção. Quem pretende ver o evento nos estados brasileiros onde ele ocorre deve usar um filtro astronômico importado ou uma máscara de solda de tonalidade 14 para olhar para o Sol. Outros materiais, como óculos escuros, chapas de raio-X e telescópios comuns, podem causar sérios danos à visão.

Uma visão perfeita

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Os raios do sol definir chama a recursos Monument Valley Navajo Tribal do parque mais reconhecíveis da terra: as luvas, os montículos enormes que se projetam a partir de chão do deserto do parque. Embora a paisagem icónica passou a simbolizar o oeste americano imortalizado em tais filmes clássicos como Stagecoach (1939) e Easy Rider(1969), Monument Valley é a casa ancestral do povo Navajo, que ainda vivem na área hoje.

Veja vistas espectaculares sobre Mudança do Clima

Visualmente ilustra a mudança climática e as mudanças ambientais globais não é tarefa fácil. Mas para o fotógrafo Daniel Beltrá, efeito documentando da humanidade em nosso planeta tem sido uma paixão ao longo da vida.Até o momento ele fotografou as regiões polares, a Amazônia, Islândia, Gronelândia, e até mesmo o derramamento de óleo BP.

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Sunrise Ritual

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Um homem saldos em uma pedra saliente da Kolavai Lake no estado de Tamil Nadu da Índia, uma área conhecida por seus templos, bem como a sua beleza natural. “O homem [foi] apenas lavar as pernas”, diz Seu membro do tiro e fotógrafo Neetesh Kumar, que disparou esta fotografia como o sol se levantou.

World Press Photo – O prêmio de fotografia é um dos mais prestigiosos do mundo – Veja os vencedores da edição de 2016

Foto de Warren Richardson em fronteira sérvia tem tema marcante de 2015.
Brasileiro Mauricio Lima ficou com o 1º lugar na categoria ‘Notícias Gerais’.

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Imagem eleita ‘foto do ano’ mostra bebê em fuga de migrantes rumo à Europa (Foto: Warren Richardson/World Press Photo 2016)

O prêmio de fotografia World Press Photo, um dos mais prestigiosos do mundo em fotojornalismo, divulgou nesta quinta-feira (18) seus vencedores da edição 2016 – que leva em conta fotos feitas ao longo do ano anterior.

A foto do ano foi para o australiano Warren Richardson, com uma imagem que mostra um bebê de família migrante sendo passado por baixo de uma cerca de arame farpado na fronteira entre Hungria e Sérvia, em agosto de 2015. A cena também levou o 1º lugar na categoria “Notícias Factuais”.

 

O brasileiro Mauricio Lima, que trabalha como freelancer para o jornal americano “The New York Times” e para outras publicações, foi o vencedor com a melhor foto na categoria “Notícias Gerais”, com a imagem de um médico tratando as queimaduras de um jovem combatente do Estado Islâmico de 16 anos de idade perto de Hasaka, na Síria.

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Foto do brasileiro Mauricio Lima, vencedora na categoria ‘Notícias Gerais’, mostra jovem integrante do Estado Islâmico ferido em combate na Síria (Foto: Mauricio Lima/World Press Photo 2016)

Outra imagem do brasileiro também aparece entre as vencedoras. A cena de crianças de uma tribo munduruku saltando no rio Tapajós em Itaituba (PA) foi eleita a 2ª melhor foto na categoria “Vida Diária”.

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Foto de crianças indígenas brasileiras saltando em rio foi eleita a 2ª melhor na categoria ‘Vida Diária’ (Foto: Mauricio Lima/World Press Photo 2016)

O júri do prêmio chegou aos vencedores após avaliar 82.951 fotos de 5.775 fotógrafos que se inscreveram no concurso. As inscrições vieram de 128 países diferentes.

Todas as imagens e séries premiadas podem ser vistas na página do World Press Photo. Veja abaixo imagens vencedoras em outras categorias.

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Formação de uma ‘nuvem tsunami’ na praia de Bondi, em Sydney, enquanto uma banhista lê um e-book foi a vencedora na categoria ‘Natureza’ (Foto: Rohan Kelly/World Press Photo 2016)

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Chineses empurrando um carrinho em bairro vizinho a uma usina termoelétrica abastecida por carvão em Shanxi, na China, foi eleita a melhor foto na categoria ‘Vida Diária’ (Foto: Kevin Frayer/World Press Photo 2016)

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Imagem de uma criança coberta por uma capa de chuva à espera em fila de registro de refugiados em um campo de Presevo, na Sérvia, foi eleita melhor foto na categoria ‘Pessoas’ (Foto: Matic Zorman/World Press Photo 2016)

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Orangotango grita ameaçando outro macho que se aproxima na floresta de Batang Toru, na Indonésia. Série que retrata as dificuldades na sobrevivência da espécie levou o prêmio de melhor história na categoria ‘Natureza’ (Foto: Tim Laman/World Press Photo 2016)

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Prédios de Tianjin, no norte da China, são vistos sob espessa camada de poluição, na foto eleita vencedora na categoria ‘Assuntos Contemporâneos’ (Foto: Zhang Lei/World Press Photo 2016)

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O esquiador tcheco Ondrej Bank voa após batida durante campeonato em Colorado, nos EUA, em foto que ficou com o 1º lugar na categoria ‘Esportes’ (Foto: Christian Walgram/World Press Photo 2016)

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O vulcão de Colima, no México, expele lava e nuvem de cinzas que gera raios durante a noite no município de Colima, na foto eleita 3ª melhor na categoria ‘Natureza’ (Foto: Sergio Tapiro/World Press Photo 2016)

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Série que mostra histórias de mulheres que foram vítimas de estupro ou violência sexual durante o serviço militar nos EUA levou o 1º lugar na categoria ‘Projetos de Longo Prazo’ (Foto: Mary F. Calvert/World Press Photo 2016)

Grande vencedora

A “foto do ano”, imagem em preto e branco intitulada “Esperança de uma nova vida”, foi feita pelo fotógrafo independente Warren Richardson na noite de 28 de agosto de 2015, quando alguns refugiados tentavam entrar na Hungria.

A foto é “poderosa por sua simplicidade”, disse o presidente do júri e diretor de fotografia da AFP, Francis Kohn. “Vimos esta foto cedo [no processo de seleção] e soubemos que era uma imagem importante”.

Para Huang Wen, membro do júri e diretor de desenvolvimento de novas mídias da agência chinesa Xinhua, a foto é “perturbadora”. “Você observa a ansiedade e a tensão de forma sutil. A imagem mostra a emoção e os sentimentos de um pai que tenta introduzir o filho no mundo ao qual deseja pertencer”.

Na noite da foto, depois de passar cinco dias acampado com os refugiados, Warren Richardson viu a chegada de quase 200 pessoas que se deslocavam escondidas entre as árvores, ao longo da linha de fronteira. Primeiro fizeram passar as mulheres e as crianças, depois os pais de família e os idosos.

“Brincamos de gato e rato com a polícia a noite toda”, disse o fotógrafo, citado no comunicado da World Press Photo.

“Eram três da manhã quando fiz a foto. Não podia usar o flash, porque a polícia tentava encontrar estas pessoas. Aproveitei apenas a luz da lua”, explicou o australiano.

Vista impressionante

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Raio atinge além da borda do Horseshoe Canyon do Arizona neste quadro apresentado por J. Cho. “É incrível e belo”, Cho escreve, observando que o movimento da tempestade no fundo faz a cena viva. Localizado dentro de Glen Canyon National Recreation Area, o site é nomeado para a curva distintivo do rio Colorado, que corre a mil pés abaixo do topo das falésias.

Buraco negro consumindo estrela “perto” da Via Láctea

Um time de astrônomos americanos detectou destroços estelares flutuando em torno de um buraco negro em uma galáxia que está relativamente perto da Via Láctea, a cerca de 295 milhões de anos luz de distância. Esse tipo de evento astronômico, conhecido como interrupção de maré, é o mais próximo a acontecer em relação à Terra nos últimos dez anos.

O nome da pequena galáxia elíptica é PGC 043234 e a interrupção de maré se iniciou quando uma estrela passou perto demais de um buraco negro. As poderosas forças gravitacionais do buraco despedaçaram a estrela, que começou a ser sugada para o horizonte de eventos – o ponto sem volta ao redor de um buraco negro. Parte dos destroços está orbitando em volta do buraco, em uma forma semelhante à ilustração abaixo.

Os primeiros a observarem o fenômeno foram os pesquisadores do projeto All-Sky Automated Survey for Supernovae (Busca Automatizada de Todo o Céu por Supernovas, representado pela sigla ASAS-SN). Ele então foi confirmado por diversos outros órgãos e institutos de astronomia.

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Matéria em volta de buracos negros geralmente tem uma notável assinatura de raios-X, por conta dos “discos de acreção”. Explicando a grosso modo, esses discos são formados pela matéria se deslocando em volta do buraco, que sofre uma aceleração tão grande que gera energia gravitacional, emitida na forma de calor e radiação, que nesse caso são os raios-X (as ondas azuis na figura e no vídeo). As temperaturas emitidas por um desses discos podem chegar a 10 milhões de graus, de acordo com alguns estudos.

Ao observar esse efeito “mais de perto”, os cientistas serão capazes de compreender melhor o que acontece quando uma estrela é tragada por um buraco negro. Os pesquisadores do tema têm analisado as interrupções de marés por três décadas, mas essa é a primeira vez que observam esse fenômeno acontecer de forma tão precisa.

O buraco negro da galáxia PGC 043234 foi batizado de ASASSN-14li, e os astrônomos acreditam que ele tenha uma massa 2 milhões de vezes maior que a do nosso Sol. Isso faz com que ele tenha aproximadamente metade do tamanho do buraco negro que existe na Via Láctea, o Sagittarius A, que possui 4,3 milhões de vezes a massa de nossa estrela.