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FOTÓGRAFO CAPTURA IMAGENS INCRÍVEIS DE ANIMAIS DAS PROFUNDEZAS DO HAWAII

Os mares são um verdadeiro mistério para o ser humano. Segundo a Organização Nacional Francesa de Hidrografia (OHI), conhecemos somente 10% dos oceanos. E, vale lembrar que cerca de dois terços da superfície da Terra são cobertos por água. Afim de desvendarem novos seres marítimos, muitos se aventuram em mergulhos e até expedições mais complexas.

O fotógrafo subaquático Jeff Milisen é um exemplo disso. Por meio de uma agência de mergulhos no Hawaii, a Kona Honu Divers, ele fez uma expedição pela costa de Oahu, no Hawaii — viagem que rendeu registros fotográficos incríveis. Jeff reuniu suas imagens favoritas, dividindo-as em três grupos: “peixes larvais”, cefalópodes e criaturas variadas. Atualmente, essas imagens estão disponíveis na coleção Blackwater em seu site.

Jeff apelida os seres curiosos como “formas de vida alienígena” e não é por menos. Os locais nos quais esses seres habitam possuem pouquíssima luminosidade — ou até nenhuma. Assim, é comum que os animais exibam sua bioluminescência e se tornem visíveis em um mundo tão escuro. Portanto, a presença de um brilho intenso sob um fundo preto pode ser considerada uma das características mais marcantes dessa coleção.

Apresentamos a vocês um camarão da família Penaeidae. Essa espécie, assim como muitos invertebrados, utilizam a transparência como uma forma inteligente de camuflagem.

Essa é a forma larval de um bacamarte, conhecido também como “robin do mar” — esse apelido foi motivado pela vibrante coloração laranja que é adquirida com o tempo. Os peixes na idade adulta se concentram no fundo do oceano e possuem nadadeiras um tanto quanto engraçadas.

Na imagem acima, você pode admirar duas lulas de recife. Elas são famosas por possuírem grandes barbatanas localizadas nas laterais da cabeça. Além disso, seus corpos são completamente cobertos por cromatóforos, células pigmentadas que refletem a luz.

Essa criatura que mais parece um alienígena, assim como Jeff Milisen descreveu, é uma jovem lula. Ela consegue mergulhar cerca de 700 metros e utiliza a radiação bioluminescente para evitar os predadores.

ESTA LAGARTA FOFINHA PODE CAUSAR MUITA DOR – Megalopyge opercularis

Você deu uma boa olhada no bichinho da imagem acima? Apesar de parecer todo fofinho e completamente inofensivo, ele pode provocar muito sofrimento em quem acidentalmente confundi-lo com uma peruca ambulante e tocar seus pelinhos. Isso porque os “pelos” — ou cerdas — contêm uma poderosa toxina que, além de irritar profundamente a pele, pode desencadear uma série de reações pra lá de dolorosas.

Bonitinha, mas ordinária

Trata-se da lagarta da espécie Megalopyge opercularis que, eventualmente se transforma em uma bela mariposa conhecida como “mariposa flanela” (veja a foto logo abaixo). Ela pode ser encontrada no sul dos Estados Unidos, México e algumas partes da América Central e costuma habitar plantas como carvalhos, pinheiros, olmos e arbustos frutíferos. Além disso, é mais fácil se deparar com esses animais entre os meses de junho e setembro.

A M. opercularis é considerada a lagarta mais venenosa dos EUA e, quando ocorre o contato com a pele, as cerdas que recobrem o corpo do animal — e que ficam conectadas às células que produzem a toxina — podem se romper e funcionar como miniagulhinhas cheias de veneno. E o problema é que, apesar de a lagarta ser extremamente perigosa, a sua aparência acaba atraindo a atenção das pessoas, e muitas não resistem à tentação de tocá-la.

Encontros dolorosos

Entre as reações mais comuns à toxina da M. opercularis está a irritação da pele, inchaço, surgimento de bolhas, erupções cutâneas e muita dor. Além disso, a exposição ao veneno também pode provocar náusea, dores de cabeça e no peito, dificuldades respiratórias, espasmos musculares e até convulsões.

Quem já teve o azar de ter um encontro acidental com uma dessas lagartinhas garante que a experiência pode ser pior do que ser tocado por uma água-viva e ou, ainda, do que ser picado por um escorpião! Portanto, se algum dia você se deparar com um desses bichinhos fofos, não tente manuseá-lo de jeito nenhum. No entanto, se isso acontecer, procure ajuda médica.

Você também pode realizar um “primeiro socorro”, aplicando fita adesiva sobre a área afetada para remover as cerdas da pele. Depois, lave bem a região com água e sabão, e coloque um pacote de gelo ou pano molhado sobre o machucado. Além disso, outra sugestão é aplicar uma mistura feita com bicarbonato de sódio e água na pele e, caso você tenha algum anestésico ou analgésico, siga as instruções da bula e passe sobre a área.

DESCOBRIRAM UMA NOVA ESPÉCIE DE SAPO — E A CRIATURA É PRA LÁ DE INCOMUM

Apesar de não existirem muitos pedaços de terra no planeta que não foram tocados pelo homem, ainda há muita coisa curiosa por ser descoberta neste mundão lindo em que vivemos! Pois é, caro leitor, embora a Ciência tenha identificado e descrito milhares e milhares de espécies animais e vegetais, é com bastante frequência que os pesquisadores se deparam com exemplares desconhecidos — e bastante curiosos.

Um deles foi descoberto recentemente aqui na América do Sul, na Cordillera del Cóndor — um cantinho pouco explorado dos Andes —, por pesquisadores da Universidade Católica do Equador e consiste em um sapo que, de acordo com Tom Hale, do site IFLScience!, apresenta uma série de características pra lá de inusitadas.

Criatura incomum

Para começar, não foi à toa que a criatura permaneceu “incógnita” por tanto tempo: além de o sapo habitar uma região remota e de difícil acesso — os cientistas percorreram trilhas íngremes e acidentadas durante 2 dias para chegar ao cume da cordilheira! —, apresenta coloração marrom-esverdeada que o torna um verdadeiro mestre da camuflagem no ambiente em que habita.

A criatura pertence à espécie Hyloscirtus hillisi e, segundo os pesquisadores, além de ficar oculta entre a vegetação, conta com “perninhas” compridas e finas, olhos cor de bronze e pintinhas amarelas pelo corpo. No entanto, a característica mais curiosa é uma espécie de garra situada na base do “polegar” do sapo.

Conforme explicaram os cientistas, essa estrutura é relativamente grande — considerando o tamanho do animal —, tem aparência de gancho, e sua função exata é desconhecida. A equipe precisará realizar uma série de estudos para confirmar a utilidade da garrinha, mas uma suspeita é a de que ela sirva para afugentar possíveis predadores ou, ainda, que consista em uma espécie de “espora” que os machos usam durante disputas por parceiros para acasalamento.

Pena que essa estrutura, ao que tudo indica, não seja assim tão eficiente, uma vez que ela não garante proteção contra ameaças maiores… Isso porque, apesar de o novo sapo pertencer a um gênero que contém 37 espécies — distribuídas por várias áreas da América do Sul e Central, incluindo o Equador, a Costa Rica, a Bolívia, a Colômbia, a Venezuela e o Peru —, seu habitat é bastante limitado, e poucos exemplares foram encontrados, sugerindo que a população não é muito numerosa. Para piorar, uma companhia chinesa de mineração se instalou nas proximidades da área ocupada pelos anfíbios, representando um sério risco à sobrevivência desses animais.

O NOVO VISUAL DESTES CÃES É A COISA MAIS FOFA QUE VOCÊ VAI VER HOJE

VEZES EM QUE A NATUREZA MOSTROU QUE É REALMENTE IMPECÁVEL

A natureza é realmente incrível. Quanto mais a gente pensa que sabe tudo sobre ela, mais ela consegue nos surpreender mesmo com as coisas mais comuns. Abaixo, confira alguns momentos que provam como é possível presenciar algo único de uma hora para outra:

O MELHOR AMIGO DO HOMEM

A feira de camelos de Pushkar, na Índia, atrai aproximadamente 200.000 visitantes todos os anos. Aqui, um homem compartilha um momento de ternura com um de seus camelos.

Foto do dia – Camelo na traseira do caminhão

HUMP ​​DAY Seu fotógrafo Matt Pycroft estava fazendo um documentário sobre os beduínos em Wadi Rum, na Jordânia, quando um homem passou com um camelo na traseira de seu caminhão. Matt relata: “‘O que há de errado com ela?’ perguntamos, apontando para o camelo. “Nada”, respondeu ele, rindo. “Vou levá-la para a cidade. Ela tem um encontro.” Ele piscou e sorriu, enrolou a janela e seguiu em frente “.

Foto do dia

PELO MAR OU PELO ARRodeado por gaivotas, um pescador limpa seu barco no porto de Mascate, a capital de Omã. A cidade abriga mais de 1,5 milhão de pessoas e a pesca é tradicionalmente uma das principais exportações.

Foto do dia – Camaleão lança sua língua pegajosa para pegar uma libélula

JANTAR É SERVIDO

Em Salalah, Omã, um camaleão lança sua língua pegajosa para pegar uma libélula. Para pegar a ação incrivelmente rápida, a fotografia do seu tiro, Abrar Sekhi, usou uma velocidade de obturação de 1/4000 de segundo – e sentou-se e esperou o momento perfeito por cinco horas.

Os finalistas do prêmio de Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano

O Museu de História Natural de Londres anunciou nesta semana os finalistas do prêmio de melhor fotógrafo de vida selvagem do ano, o Wildlife Photographer of the Year.

Os finalistas da competição foram selecionados entre 50 mil fotos. Os vencedores serão anunciados no dia 17 de outubro. Abaixo, uma seleção de alguns finalistas.

Essa imagem do fotógrafo francês Laurent Ballesta mostra uma jovem foca sendo levada por sua mãe para as águas geladas da Antártida. Essa espécie dá a luz sobre o gelo e leva os filhotes para nadar depois de uma semana ou duas. Focas adultas são ótimas mergulhadoras, sobrevivendo submersas por até 82 minutos e alcançando profundidas de até 600 metros.

O fotógrafo russo Sergey Gorshkov retratou uma raposa-do-ártico carregando um precioso ovo de ganso-das-neves após atacar um ninho. Grandes bandos dos pássaros migram para a tundra no fim de maio, vindo de lugares tão distantes quanto a Califórnia. Em 2016, a região leste da Rússia chegou a reunir 300 mil gansos-das-neves. Embora os casais de pássaros protejam seus ninhos, as raposas conseguem roubar até 40 ovos por dia, atacando os gansos até que haja uma oportunidade de roubar um ovo.

As raposas então enterram seus prêmios, que permanecem comestíveis até o fim do verão. Quando uma nova geração de jovens raposas começa a explorar a região, elas também se beneficiam desses tesouros enterrados.

O fotógrafo Andrey Narchuk queria fotografar um salmão na Rússia, mas acabou batendo essa foto de dois gymnosomatas (espécie de molusco aquático, parente das lesmas-marinhas) cruzando.

Essa água-americana – ave símbolo dos EUA – foi fotografada pelo fotógrafo alemão Klaus Nigge no Alasca.

Depois da vários dias de chuva constante, a ave de rapina estava encharcada. Acostumadas com pessoas, as aves são atrevidas. “Eu deitava na praia e era rodeado pela águias”, diz Klaus.

Steve Winter fez essa imagem de um filhote de tigre ferido na ilha de Sumatra, na Indonésia. Com seis meses de idade, o animal foi resgatado de uma armadilha ilegal. Enjaulado, ele tenta soltar um rugido dentro de sua jaula.

Esse filhote de urso-pardo abraça sua mãe em uma cena capturada em uma reserva no Alasca pela jovem fotógrafa Ashleigh Scully.

Depois de pescar na maré baixa, a mãe ursa estava levando os filhotes de volta a um campo perto da praia. Um dos jovens ursos, no entanto, queria ficar brincando.

O fotógrafo israelense Tyohar Kastiel passou uma semana observando um casal de pássaros da espécie quetzal-resplandecente alimentarem seus filhotes para conseguir fazer essa foto.

No oitavo dia, os pais demoraram muito para voltar, e o fotógrafo ficou preocupado. Então o macho e a fêmea voltaram com abacates. Mas, em vez de darem para os filhotes, deixaram em um galho próximo. Os pequenos então saíram do ninho para comer sozinhos.

Cavalos-marinhos pegam carona nas correntezas marítimas se agarrando em algas e outros objetos marinhos. Mas o fotógrafo Justin Hofman flagrou esse minúsculo animal se agarrando a um cotonete quando uma correnteza repleta de lixo plástico chegou a um recife na Indonésia.

O fotógrafo Mats Andersson caminha todos os dias pela floresta próxima à sua casa, no sul da Suécia. Em uma manhã fria de fevereiro, ele fez esse retrato de um esquilo-vermelho fechando os olhos por um segundo, para depois voltar a procurar por comida.