Vandalismo em um museu coloca Lamborghini Gallardo como ‘tela’ para seus visitantes

foto-imagem-Lamborghini

Se você é daqueles que sofre com um risquinho no seu carro, fuja desta matéria! Já imaginou se esse pequenino risco fosse em uma Lamborghini? E se fossem VÁRIOS riscos? É isso que propôs o museu ARoS Aarhus Kunstmeseum, localizado em Arhus, na Dinamarca. Em outubro do ano passado, uma Lamborghini Gallardo ficou exposta por 3 semanas à espera de “vândalos autorizados”.

O modelo, que custa a partir de R$ 600 mil, fazia parte da exposição “Nenhum Homem é Uma Ilha” e recebeu diferentes inscrições da galera que visitou o local. Apesar do ceticismo inicial, muita gente aderiu à “brincadeira” e fez parte do trabalho coletivo de arte.

A ideia inicial, inclusive, era que as inscrições no carro durassem mais de 3 semanas, mas isso se tornou inviável porque acabaria apagando as primeiras escritas e transformando a cor dele de preto para branco. Depois desse período inicial, a obra ficou “completa”, e os novos visitantes só podem apreciar o resultado.

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Qual o motivo?

Uma das primeiras inscrições foi SKODA – uma marca de carros na Dinamarca muito mais barata do que a Lamborghini. Apesar de o veículo não estar mais recebendo inscrições, ele continuará exposto no museu até setembro deste ano, quando será devolvido a seu dono, o grafiteiro norueguês conhecido como DOLK.

Segundo Pernille Taagaard Dinesen, curadora do ARoS, a ideia era mostrar que cada ação que a pessoa faz deixa uma marca na sociedade. A obra final foi intitulada “Low Key”, uma expressão que significa dar pouca ênfase a determinado assunto. E se você achou muito absurdo, tudo bem: a arte é justamente feita dessas coisas bizarras que não fazem sentido.

O dono do carro, DOLK, disse que o comprou já usado na Itália, justamente para a exposição. Ele não imaginava que os danos seriam tão intensos: quase todas as letras da placa “Lamborghini” foram arrancadas e teve gente que tentou riscar até as janelas do carro! O grafiteiro não pretende repintar o carro depois da exposição.

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Vandalismo?

Muitas pessoas, entretanto, não curtiram a proposta, dizendo que esse tipo de intervenção artística incentiva o vandalismo. A curadora do museu acredita que isso pode até ser possível, mas ela acha que uma obra de arte tem justamente a função de fazer as pessoas pensarem e mudarem seus desejos mais ocultos.

“Se você fosse sair e arranhar o carro de um estranho em um estacionamento depois de arranhar este, isso é totalmente sua responsabilidade. Nós instigamos você a arranhar um carro aqui, no ARoS, não na sociedade, o contexto em que você faz isso é muito importante”, analisa Pernille Dinesen.

Outros críticos dizem que a Lamborghini Gallardo já é uma obra de arte por si só e que autorizar pessoas a riscá-la seria um atentado artístico. DOLK defende que escolheu esse modelo justamente para causar estranheza e fazer as pessoas sentirem a dor dos riscos como se fosse em seu próprio carro. Vocês gostaram do resultado?

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