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Planeta terra – 5 lugares que é difícil viver

Antártica

A Antártica é considerada o maior deserto de todo o mundo. Segundo o Dr. Luiz Carlos Molin, há 110-150 milhões de anos, a Antártica fazia parte da região equatorial, que vai do oeste da Amazônia às Ilhas Galápagos. Era um local com florestas densas e vulcões, com riqueza de minerais preciosos e raros, como ouro.

Há 30-50 milhões de anos, a Antártica se posicionou no Polo Sul e começou a acumular gelo. Por isso, o continente é considerado o mais frio e mais seco de todo o planeta, além de contar com a maior média de altitude. Mas, seu território riquíssimo atrai diversos países. O Tratado da Antártica, em 1959, diz que a região não pertence a nenhum país em particular e que seria reservada para atividades pacíficas, como pesquisas científicas.

O Brasil mantém uma base na Antártida desde 1954. A Estação Antártica Comandante Ferraz sofreu um incêndio em fevereiro deste ano. Além de projetos terem sido destruídos na ocasião, dois militares brasileiros morreram.

Deserto do Saara

Esse é considerado o maior deserto quente do mundo. De todos os desertos do mundo, ele só fica atrás da Antártida, um deserto frio. O Deserto do Saara fica no Norte da África e tem uma área um pouco menor do que todo o território da Europa ou dos Estados Unidos da América.

A região é conhecida pela escassez de água. Hoje, cientistas do mundo inteiro trabalham com o objetivo de desenvolver tecnologias capazes de levar a água ao deserto. Porém, nenhuma delas surtiu o efeito necessário.

Recentemente, cientistas do centro Britânico de Pesquisas Geológicas e da Universidade de Londres descobriram um aquífero no deserto do Saara. Os locais que armazenam o maior montante de água estão no norte, na Líbia, Argélia, Egito e Sudão. Porém, nem todas as reservas poderão ser acessadas. Por isso, a descoberta pode não ser a solução total para a África, mas já se mostra como uma alternativa para o desenvolvimento de novas estratégias.

Death Valley

Death Valley é um dos pontos mais quentes do planeta. Trata-se de uma árida depressão ao norte do Deserto de Mojave, na Califórnia, nos Estados Unidos. Ele também é considerado o mais baixo do Hemisfério Norte, a 86 metros abaixo do nível do mar, com precipitação média de 50 milímetros por ano.

Em 2011, Albert Chretien, 59, e sua esposa Rita Chretien, 56, viajavam pelo país com ajuda de um GPS quando se perderam em Death Valley. Depois disso, o Parque Nacional de Death Valley passou a alertar em seu site que a navegação por GPS para localizações remotas, como o Death Valley não são confiáveis.

Deserto do Atacama

O deserto do Atacama se estende da região norte do Chile até a fronteira com o Peru. Ele é considerado o deserto mais alto e mais árido do mundo. Isso porque há poucas chuvas por causa das correntes marítimas do Pacífico, que não conseguem passar para o deserto por causa de sua altitude.

Além disso, as temperaturas variam muito por lá. Elas podem chegar a 0ºC a noite e alcançar até 40ºC durante o dia. Essa mudança muito brusca na temperatura faz com que a região tenha poucas cidades.

No entanto, é no deserto do Atacama onde está o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sol (ESO). Ele fica na cidade de Antofagasta. Atualmente, o telescópio é considerado o produtivo complexo astronômico terrestre do planeta.

Himalaia

O Himalaia é a maior cadeia montanhosa do mundo. Ele fica entre os países da Índia, China, Butão, Nepal e Paquistão. É lá onde também está a montanha mais alta do planeta, o Monte Everest.

O Parque Nacional de Sagarmatha que faz parte das montanhas do Himalaia e tem o monte Everest, o maior pico do mundo, corre o risco de desaparecer com o aquecimento global. Considerado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1979 por causa de suas características naturais e culturais únicas, o parque concentra a maior quantidade de gelo terrestre do mundo, um volume superado apenas pelas massa dos Polos Sul e Norte.

O perigo do aquecimento global é constante. Ele pode levar à extinção enormes pedaços das geleiras dos Himalaia, além de ameaçar o padrão de chuvas, o fluxo dos rios e a agricultura em toda a Ásia.