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Entre dois mundos, registros impressionantes entre a água e o ar

Alguns profissionais são especialistas em registrar imagens embaixo da água, outros preferem terra firme. Porém, há os que gostam de se aventurar entre a linha que divide o mar e o ar. Um dos truques para tirar fotografias como essas é encontrar coisas atrativas tanto dentro da água quanto fora.

Além disso, é preciso que existam boas condições de visibilidade, com muita luz. Aí, é só escolher o seu ponto de foco, usar uma pequena abertura e uma alta velocidade no obturador!

Você está pronto? Confira os resultados:

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Imagens de satélite mostram desaparecimento do Mar de Aral

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Não é nenhuma novidade que o Mar de Aral está desaparecendo. Contudo, o que muita gente desconhece é a vertiginosa velocidade com a qual isso está acontecendo. Localizado na Ásia Central — entre o Cazaquistão e o Uzbequistão —, esse lago de água salgada ocupa uma área de 68 mil quilômetros quadrados e, não faz tanto tempo assim, ocupava o quarto lugar no ranking de maior lago do mundo com um volume de água de mais de mil quilômetros cúbicos.

No entanto, um monitoramento realizado através do satélite Terra da NASA revelou detalhes assustadores sobre o desastre natural que afeta a região. A agência espacial norte-americana divulgou imagens que mostram o progresso do desaparecimento do Mar de Aral desde meados do ano 2000 até 2014, e a visão é assustadora.

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Como você viu acima, em 2001, ainda era possível ver as águas em verde escuro e, apenas 4 anos depois, a tonalidade muda para um tom esverdeado bem mais claro, indicando uma grande diminuição na profundidade do lago. De 2005 a 2014, podemos ver que o verde vai desaparecendo gradativamente dando lugar a um enorme deserto.

Colapso

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Segundo a National Geographic, o desaparecimento do Mar de Aral, um ecossistema do tamanho da Irlanda, vem da época dos soviéticos. Nos anos 60, eles iniciaram a construção do maior canal de irrigação do mundo (o Karakum) para abastecer plantações de algodão na região. Acontece que a obra envolvia o desvio do curso de rios, e dois deles — o Syr Darya e especialmente o Amu Darya — alimentavam o lago.

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O Mar de Aral se situa no meio de uma zona desértica e, com o passar do tempo, o lago começou a evaporar. Anos mais tarde, na década de 90, já havia sido registrada uma queda de 16 metros no nível das águas do Aral. O resultado disso foi desastroso, pois com a redução das águas veio também uma diminuição na quantidade de peixes, afetando dezenas de aldeias e pequenas cidades que dependiam economicamente da pesca.

De acordo com a NASA, essas comunidades entraram em colapso e, para piorar, conforme o lago foi secando, suas águas foram se tornando gradativamente mais salgadas e poluídas com os fertilizantes e pesticidas utilizados nas plantações. Depois, a poeira carregada de sal e agentes tóxicos do leito foi sendo transportada pelo vento para os arredores do Aral, oferecendo risco de contaminação à população.

Sucessão de desastres

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Segundo a NASA, o governo cazaque resolveu construir uma barragem entre as partes norte e sul do lago em um esforço para salvar parte do Aral. A obra foi concluída em 2005 e, apesar de o nível de água registrado em 2008 ter sido significativamente mais alto, a iniciativa representou a sentença de morte para a parte sul do Mar.

Conforme explica o site The Daily Beast, o que aconteceu com o Mar de Aral é considerado como um dos piores desastres ambientais de todos os tempos. Atualmente, as comunidades que ocupavam a área não poderem mais exercer as atividades às quais se dedicavam — pesca e agricultura —, resultando em um alto índice de desemprego e problemas econômicos, e a falta de água é um problema constante na região.

Além disso, levantamentos revelaram uma alta incidência de distúrbios pulmonares e outras doenças na população que reside mais próximo ao Mar. Sem falar nos rumores envolvendo uma antiga base militar soviética abandonada em uma das ilhas que existiram no lago. O local teria sido usado para testes com armas biológicas e, hoje, depois que as águas desapareceram, fica acessível para quem quer que deseje caminhar até lá pelas areias tóxicas do leito do Aral.