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Aranha-pavão – Cientistas descobrem novas espécies da deslumbrante “aranha-pavão”

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Sete novas espécies de aranha-pavão foram descobertas na Austrália.

Conhecidas por suas cores brilhantes e hábitos marcantes de acasalamento, as pequenas aranhas são mais fofas que assustadoras.
O cientista Jürgen Otto descobriu as criaturas com a ajuda do especialista em aranhas David Knowles.

Ele escreveu um artigo em parceria com David Hill, editor da publicação especializada em aranhas Peckhamia.

Fotos da natureza e animais em raio X

Após se aposentar, o físico holandês Arie van’t Riet decidiu transformar seu passatempo em arte. Ele cria imagens a partir de radiografias de animais e plantas.Natural da pequena cidade de Bathmen, no leste da Holanda, van’t Riet começou a fazer raios X de flores quando dava aulas sobre o funcionamento da máquina.Desde então, a coleção de imagens do físico aumentou e passou a incluir não só outras plantas, como também pássaros, peixes e macacos.

“Quero que o meu trabalho sirva para destacar a beleza incrível da natureza e espero que as pessoas possam valorizar mais a natureza depois de ver essas imagens”, disse.

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Aranhas caranguejeiras – 9 espécies habitam árvores em diferentes regiões do Brasil

Uma fêmea da caranguejeira ‘Typhochlaena costae’
(Foto: Reprodução/’ZooKeys’)

Um pesquisador do Instituto Butantan, sediado em São Paulo, descobriu nove espécies novas de aranhas caranguejeiras brasileiras, naturais de vegetações de Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. O estudo com a descrição dos animais foi publicado na última semana no periódico “ZooKeys”.

Aranha ‘Typhochlena curumim’, encontrada na Paraíba, segundo o estudo (Foto: Reprodução/’ZooKeys’)

As espécies, pertencentes a três gêneros distintos, são Typhochlaena amma, Typhochlaena costae, Typhochlaena curumim, Typhochlaena paschoali, Pachistopelma bromelicola, Iridopelma katiae, Iridopelma marcoi, Iridopelma oliveirai e Iridopelma vanini.

Uma fêmea da aranha caranguejeira ‘Typhochlaena amma’
(Foto: Reprodução/’ZooKeys’)

As caranguejeiras são encontradas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste brasileiros, segundo o aracnólogo Rogério Bertani, pesquisador do Butantan e responsável pelo achado. Ele ressalta que os animais têm hábitos arborícolas, isto é, vivem em árvores e plantas.

Algumas espécies são bem pequenas. “Dá para dizer que são as menores [caranguejeiras] arborícolas do mundo”, disse Bertani. Um dos três gêneros tem características antigas, o que torna algumas das aranhas “quase relíquias”, na visão do cientista. “São remanescentes. É como algo que sobreviveu ao tempo.”

Duas das novas espécies vivem dentro de bromélias, comportamento raro em aracnídeos deste tipo, informa o pesquisador. Como as espécies são coloridas e chamativas, ele teme pelo impacto do tráfico de animais.

Apesar de não haver pesquisas que mostrem que as espécies estão ameaçadas, algumas delas são raras e podem correr risco de desaparecer, segundo o cientista. Ele aponta fatores que reforçam o risco, como a dependência de vegetação, já que as aranhas são arborícolas; a destruição dos habitats naturais, que sofrem há anos com o desmatamento; e o fato de os animais viverem em áreas específicas, com distribuição limitada pelo território brasileiro.

Para Bertani, a descoberta das novas espécies é importante para mostrar que existe uma grande fauna na Mata Atlântica e no Cerrado, que precisa ser melhor estudada por ser pouco conhecida.
As caranguejeiras brasileiras possuem veneno, em geral, mas não são consideradas peçonhentas porque o efeito é fraco para as pessoas. A aranha usa a substância para capturar insetos e outros pequenos animais usados em sua alimentação.