Arquivos Mensais: maio 2012

Instituto científico lista dez novas espécies mais “bizarras” do planeta


Um instituto ligado à Universidade Estadual do Arizona divulgou uma lista de dez espécies que foram descritas por cientistas em 2011 e chamam a atenção por seus traços incomuns e fascinantes. Entre eles está o Rhinopithecus strykeri, cuja população está em declínio no mundo. Ele se destaca por seu nariz, seu pelo negro e barba branca, além do fato de que espirra quando chove. (Imagem: Thomas Geissmann/Fauna & Flora International).

O ranking do International Institute for Species Exploration foi feito a partir de uma pré-seleção de 200 espécies – foram escolhidas as mais “fascinantes”. Esta água-viva é tão bonita quanto venenosa, e seu nome, Tamoya ohboya, foi escolhido em referência à exclamação “Oh boy!”, um grito de dor feito por quem encostar nela. (Foto: Ned DeLoach)

A lista, segundo os cientistas, visa “chamar atenção à crise de biodiversidade e ao trabalho de exploradores e museus para descobrir e descrever os milhões de plantas, animais e micro-organismo com quem dividimos o planeta”. Aqui vemos o “verme do diabo”, o organismo multicelular que vive nas profundezas da Terra, foi descoberto em uma mina de ouro sul-africana e é capaz de suportar altas temperaturas. (Foto: A. G. Borgonie, Ghent University, Bélgica)

Para os especialistas, a lista com tantas espécies incomuns mostra “quão pouco realmente sabemos sobre nosso planeta”.Esta orquídea é uma espécie rara da Papua-nova Guiné que só abre à noite e se fecha quando chega a manhã. (Foto: Andre Schuiteman)

Esta vespa parasita voa a apenas um centímetro acima do chão, em busca de formigas. Ataca em um breve “mergulho” e deposita seus ovos em menos de 1/20 de um segundo. (Foto: C. van Achterberg)

Este cogumelo foi denominado Spongiforma squarepantsii, em homenagem ao personagem de desenho Bob Esponja (SpongeBob SquarePants, no original em inglês) e por se parecer mais com uma esponja do que com um fungo. Tem cheiro de fruta e foi descoberto nas florestas de Bornéu e da Malásia. (Foto: Dennis E. Desjardin & Andrew Ichimura)

Esta flor de papoula pode ter passado muito tempo sem ser identificada porque habita as altas montanhas do Nepal. É chamada Meconopsis autumnalis porque floresce no outono. (Foto: Paul Egan)

O milípede gigante, do tamanho de uma salsicha, é o mais largo de sua espécie de que se tem notícia: 16 centímetros e 56 patas. Foi encontrada na Tanzânia.(Foto: G. Brovad)

À primeira vista, esta espécie parece mais um “cáctus ambulante” do que um animal, por isso foi batizada de Diania cactiformis. Pertence a um extinto grupo de animais com forma de verme e múltiplos pares de patas. Seu fóssil foi descoberto em depósitos cambrianos de 520 milhões de anos, no sudoeste da China. (Foto: Jianni Liu)

Esta tarântula de pêlo azul é a primeira espécie brasileira a fazer parte da lista. (Foto: Rogério Bertani/ Instituto Butantan)

Planeta terra – 5 lugares que é difícil viver

Antártica

A Antártica é considerada o maior deserto de todo o mundo. Segundo o Dr. Luiz Carlos Molin, há 110-150 milhões de anos, a Antártica fazia parte da região equatorial, que vai do oeste da Amazônia às Ilhas Galápagos. Era um local com florestas densas e vulcões, com riqueza de minerais preciosos e raros, como ouro.

Há 30-50 milhões de anos, a Antártica se posicionou no Polo Sul e começou a acumular gelo. Por isso, o continente é considerado o mais frio e mais seco de todo o planeta, além de contar com a maior média de altitude. Mas, seu território riquíssimo atrai diversos países. O Tratado da Antártica, em 1959, diz que a região não pertence a nenhum país em particular e que seria reservada para atividades pacíficas, como pesquisas científicas.

O Brasil mantém uma base na Antártida desde 1954. A Estação Antártica Comandante Ferraz sofreu um incêndio em fevereiro deste ano. Além de projetos terem sido destruídos na ocasião, dois militares brasileiros morreram.

Deserto do Saara

Esse é considerado o maior deserto quente do mundo. De todos os desertos do mundo, ele só fica atrás da Antártida, um deserto frio. O Deserto do Saara fica no Norte da África e tem uma área um pouco menor do que todo o território da Europa ou dos Estados Unidos da América.

A região é conhecida pela escassez de água. Hoje, cientistas do mundo inteiro trabalham com o objetivo de desenvolver tecnologias capazes de levar a água ao deserto. Porém, nenhuma delas surtiu o efeito necessário.

Recentemente, cientistas do centro Britânico de Pesquisas Geológicas e da Universidade de Londres descobriram um aquífero no deserto do Saara. Os locais que armazenam o maior montante de água estão no norte, na Líbia, Argélia, Egito e Sudão. Porém, nem todas as reservas poderão ser acessadas. Por isso, a descoberta pode não ser a solução total para a África, mas já se mostra como uma alternativa para o desenvolvimento de novas estratégias.

Death Valley

Death Valley é um dos pontos mais quentes do planeta. Trata-se de uma árida depressão ao norte do Deserto de Mojave, na Califórnia, nos Estados Unidos. Ele também é considerado o mais baixo do Hemisfério Norte, a 86 metros abaixo do nível do mar, com precipitação média de 50 milímetros por ano.

Em 2011, Albert Chretien, 59, e sua esposa Rita Chretien, 56, viajavam pelo país com ajuda de um GPS quando se perderam em Death Valley. Depois disso, o Parque Nacional de Death Valley passou a alertar em seu site que a navegação por GPS para localizações remotas, como o Death Valley não são confiáveis.

Deserto do Atacama

O deserto do Atacama se estende da região norte do Chile até a fronteira com o Peru. Ele é considerado o deserto mais alto e mais árido do mundo. Isso porque há poucas chuvas por causa das correntes marítimas do Pacífico, que não conseguem passar para o deserto por causa de sua altitude.

Além disso, as temperaturas variam muito por lá. Elas podem chegar a 0ºC a noite e alcançar até 40ºC durante o dia. Essa mudança muito brusca na temperatura faz com que a região tenha poucas cidades.

No entanto, é no deserto do Atacama onde está o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sol (ESO). Ele fica na cidade de Antofagasta. Atualmente, o telescópio é considerado o produtivo complexo astronômico terrestre do planeta.

Himalaia

O Himalaia é a maior cadeia montanhosa do mundo. Ele fica entre os países da Índia, China, Butão, Nepal e Paquistão. É lá onde também está a montanha mais alta do planeta, o Monte Everest.

O Parque Nacional de Sagarmatha que faz parte das montanhas do Himalaia e tem o monte Everest, o maior pico do mundo, corre o risco de desaparecer com o aquecimento global. Considerado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1979 por causa de suas características naturais e culturais únicas, o parque concentra a maior quantidade de gelo terrestre do mundo, um volume superado apenas pelas massa dos Polos Sul e Norte.

O perigo do aquecimento global é constante. Ele pode levar à extinção enormes pedaços das geleiras dos Himalaia, além de ameaçar o padrão de chuvas, o fluxo dos rios e a agricultura em toda a Ásia.

A vida sob a superfície – Fotógrafo e mergulhador vai às profundezas do oceano para tirar fotos de animais e plantas submarinas

Se três quartos de nosso planeta é composto por água, dá para ter uma ideia de quanta vida existe dentro do oceano. Para trazer parte dessa biodiversidade à tona, o americano David Doubilet, que também é mergulhador, vai até o fundo do mar e registra a beleza natural em cliques surpreendentes. Ele conta com os conhecimentos de sua esposa Jennifer Hayes, uma bióloga que também é fotojornalista. A sensibilidade de saber um pouco mais sobre as plantas e animais marinhos dá a David algumas vantagens na hora de fotografar esse universo desconhecido e misterioso.

Em seu site, o fotógrafo conta que a vontade de registrar a vida submarina começou cedo. Quando tinha apenas 8 anos de idade, ele já aprendeu a mergulhar. Desde então, tentava encontrar maneiras de fazer imagens debaixo da água, sem estragar sua câmera. Algumas décadas depois, com mais experiência e com equipamentos muito mais modernos e resistentes, o resultado é o que você vê nestas fotos. Embora os primeiros cliques, feitos quando David era criança, não tivessem surtido o efeito esperado, seu portfolio atual já lhe rendeu inúmeros prêmios. Algumas das fotos que mais chamam a atenção dividem a tela entre a vista da terra e do mar.

 

Fotos com paisagens impressionantes – Japão, Groenlândia, Itália, Polônia e Austrália

Cenas de filmes, pinturas retratadas em quadros de artistas consagrados, fotografias manipuladas com a ajuda de programas de computador. As imagens que você vê na lista abaixo são tão impressionantes que se parecem com qualquer coisa, menos com paisagens reais. Mas acredite: estes lugares existem de verdade e você pode visitá-los quando quiser. Selecionamos cinco dos pontos mais incríveis do planeta. Qual deles você gostaria de conhecer primeiro? As fotos são do site BuzzFeed.

TÚNEL WISTERIA – JAPÃO

A cascata de flores roxas parece ter saído de um dos quadros de Claude Monet, mas a paisagem é real e pode ser apreciada pelos visitantes do Kawachi Fuji Gardens, em Kitakyushu,no Japão. As plantas formam um túnel, que impressiona pela densidade e pela mistura dos tons de verde e de lilás.

ICE CANYON – GROENLÂNDIA

O fotógrafo James Balog, da National Geographic, escolheu um dos melhores ângulos para fotografar o Ice Canyon, na Groenlândia. A paisagem gelada pode ser vista pelos turistas que tiverem coragem de encarar as baixas temperaturas da região. É preciso se agasalhar bem para conferir o espetáculo, mas vale o esforço.

CINQUE TERRE – ITÁLIA

Os prédios de cores fortes se aglomeram nesta região, que fica à beira do Mediterrâneo. A região de Cinque Terre é um dos maiores atrativos turísticos em Riviera Ligure, na região de La Spezia, ao sul de Milão. O trecho de terra é considerado um patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO desde 1997.

CROOKED FOREST – POLÔNIA

Estas árvores de tronco envergado remetem aos filmes de fantasia, no maior estilo Senhor dos Anéis e Harry Potter. No entanto, as espécies são de verdade e foram plantadas por fazendeiros no oeste da Polônia, na década de 1930. As árvores ganharam este formato por conta da intervenção dos homens, mas o que continua sendo um mistério é o motivo que levou os responsáveis a concretizarem esta ideia.

BALL’S PYRAMID – AUSTRÁLIA

Com 562 metros de altura, é uma estrutura geológica que se assemelha a uma coluna, localizada no mar. É a mais alta do mundo nesta categoria e se formou há 7 milhões de anos, pelo processo de erosão. É localizada no Oceano Pacífico e fica próxima ao território australiano.

Paisagem impressionante nos EUA – O sol entre nuvens fez pico da montanha ficar laranja

Um fotógrafo contou com a sorte para ter uma iluminação especial e registrar uma paisagem impressionante em um parque nacional no estado de Montana, EUA.

Harry Litchman conta que o dia parcialmente nublado estava amanhecendo no parque Glacier quando o sol apareceu em uma brecha no céu e iluminou praticamente só o pico Grinnell por alguns breves minutos.

Ele garante que não usou o Photoshop ou outro programa de edição de imagens para conseguir o efeito após o clique. “Você pode acertar ou errar, e é por isso que um fotógrafo tem que sempre tentar estar no lugar certo e preparado”, afirma.

Segundo Litchman, a imagem foi uma “recompensa” pelas várias manhã em que ele acordou cedíssimo mas não conseguiu fazer nenhuma foto boa no local.

Fotos de bruxos e deuses na mostra de Paris


Em todas as partes do mundo, as pessoas sempre buscaram uma forma de dar ordem ao caos. Até o dia 29 de julho, o Muse du Quai Branly de Paris apreenta uma exposição dedicada aos ”mestres da desordem”, que podem ser deuses, xamãs, bruxos de vudu e até mesmo artistas contemporâneos.

Os 300 objetos apresentados foram selecionados ao longo de três anos, muitos deles raramente saíram dos museus a que pertencem. Eles permitem ao visitante viajar no tempo, desde a Antiguidade até a época atual e viajar também pelo mundo, desde o Japão ao Brasil, passando pelo Congo e a Rússia. A foto mostra um objeto de culto da Sibéria.

A imperfeição do mundo e o caos se materializam por meio de catástrofes naturais e efermidades. Em todas as civilizações mundiais existe a percepção de uma luta entre a ordem e a desordem, os deuses e os demônio, a força vital e o caos que deu oirgem a tudo. Na imagem, vê-se uma máscara de China Supay, da Bolívia

Na visita, o público se depara com a desordem do mundo, em seguida, com os trajes daqueles que tentaram contornar o caos, como bruxos de vodu e xamãs. Há também menções a festas coletivas, como bacanais da Antiguidade e a festas coletivas como os Carnavais, que permitem suspender a ordem social por um tempo. Na foto, uma estátua mágica da África.

”Em vez de propor uma exposição histórica sobre o xamanismo, preferimos uma exposição mais universal, que explore um dos grandes temas da consciência humana, a desordem e como administramos nossas sociedades”, disse à BBC Sandra Adam-Couralet, co-curadora da mostra.

A exposição também mostra obras de arte contemporâneas que têm relação com o tema da exposição, como este ”jardim do vício”, Os tubos de vidro representam as conexões do cérebro e os tubos de ensaio fazem alusão aos psicotrópicos, que permitem ao xamã ter uma visão mais ampla.

O visitante tem a sensação de se perder em um labiritino, que é a estrutura metálica da exposição.

”Convidamos o visitante a uma verdadeira viagem de iniciação”, afirmou Adam-Couralet. Por meio dos sons dos vídeos da mostra, o público entra em um universo paralelo e se depara com diferentes imagens do caos e de tentativas de contê-lo, segundo diferentes culturas mundiais.